A soltura de pipas próximas à rede elétrica da Equatorial Goiás tem gerado interrupções no fornecimento de energia no estado, afetando milhares de consumidores e expondo praticantes a riscos graves de acidentes durante julho e agosto de 2026. Com 288 ocorrências registradas no primeiro semestre do ano, a empresa destaca que a prática tradicional nas férias escolares, aliada a ventos intensos, provoca curtos-circuitos quando as linhas enroscam nos fios.
Como as interferências afetam o sistema elétrico
A pipa enrosca na rede e, ao ser puxada, faz os cabos balançarem, tocarem árvores ou se romperem, especialmente com o uso de cerol ou linha chilena. Essa ação desencadeia desligamentos automáticos que podem deixar bairros inteiros sem energia até a resolução segura do problema. Cerca de 70 mil clientes já foram impactados, ainda que por períodos curtos, graças à rápida atuação das equipes.
Dependendo do ponto da rede onde ocorre a interferência, bairros inteiros podem ficar sem energia até que a situação seja solucionada com segurança.
Vinicyus Lima
Riscos para quem tenta recuperar a pipa
Vinicyus Lima, gerente do Centro de Operações Integradas, explica que o maior perigo não surge apenas pelo contato da linha com os fios, mas sim quando a pessoa puxa a pipa e permanece próxima da fiação. Os dispositivos de proteção desligam o circuito automaticamente, porém não eliminam o risco de acidentes graves em caso de rompimento de cabos.
Muita gente acredita que basta a linha da pipa encostar na rede para acontecer um curto-circuito. Na maioria das vezes não é isso que provoca o problema. O grande risco começa quando a pessoa tenta recuperar a pipa e passa a puxar a linha.
Vinicyus Lima
Embora a rede elétrica conte com dispositivos de proteção que desligam automaticamente o circuito em situações de falha, esse mecanismo não elimina o risco de acidentes. Quem tenta retirar uma pipa da rede geralmente permanece muito próximo da fiação e, em caso de rompimento de cabos, pode sofrer acidentes graves.
Vinicyus Lima
