O podcast Crianças Sabidas – Série Trilhinhas Amazônicas alcançou o terceiro lugar na categoria de Iniciativa de educação midiática envolvendo a proteção do meio ambiente, povos indígenas ou comunidades tradicionais no Concurso Dom Phillips e Bruno Pereira. A premiação ocorreu em 11 de junho de 2026 durante cerimônia realizada no Palácio do Itamaraty, em Brasília. A produção da Radioagência Nacional aborda temas da Amazônia e da COP30 realizada em Belém no ano anterior, com roteiro e apresentação de Akemi Nitahara e participação de crianças.
Produção destaca línguas indígenas e defesa da floresta
O conteúdo foi adaptado da série Trilhas Amazônicas para o público infantil e explora línguas indígenas, educação, iniciativas de jovens e o legado de Chico Mendes na preservação ambiental. A fotojornalista Tânia Rêgo, da Agência Brasil, recebeu menção honrosa pelo conjunto de imagens da reportagem sobre áreas de retomada guarani no Mato Grosso do Sul. Os pequenos apresentadores receberam o troféu em nome da equipe liderada por Beatriz Arcoverde.
Trabalho com crianças amplia visibilidade de comunidades tradicionais
O prêmio valoriza a comunicação de temas complexos em linguagem acessível, conforme destacou a gestora da Radioagência Nacional. A iniciativa reforça a importância de informar crianças sobre direitos humanos e questões ambientais no Brasil.
A gente fala, nessa série, sobre as várias línguas indígenas, sobre como ensinar, como a educação pode trabalhar com isso nas línguas das crianças, no material didático. A gente fala também de iniciativas de jovens indígenas; sobre os herdeiros de Chico Mendes, que estão trabalhando na defesa da Amazônia. Então, esse prêmio é importante para mostrar que trabalhar com o meio ambiente, trabalhar com povos indígenas, com comunidades tradicionais, com direitos humanos, é dar oportunidade de conhecer o que está acontecendo no país. E dar oportunidade, principalmente, numa linguagem simples, para as crianças saberem.
Beatriz Arcoverde
Os indígenas das retomadas são povos que sofrem todo tipo de violência, o tempo inteiro. Então, esse tipo de violência física, de matar, violências psicológicas diárias, violências da polícia militar, dos fazendeiros. De todos os lados. E eles são, realmente, guerreiros e precisam ser visibilizados.
Tânia Rêgo
