O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) ajuizou uma ação civil pública contra a influenciadora Virginia Fonseca e a casa de apostas Blaze, operada pela Foggo Entertainment Ltda., por suposta publicidade abusiva veiculada durante a Copa do Mundo. A iniciativa busca o reconhecimento de propaganda enganosa e abusiva, além da condenação ao pagamento de R$ 120 milhões a título de danos morais coletivos. A medida foi motivada por mais de 42 mil reclamações de usuários sobre retenção de recursos e dificuldades para saques.
Fundamentos da ação do MPDFT
O órgão argumenta que as campanhas nas redes sociais associavam apostas a ganhos financeiros atrativos, explorando o alcance de Virginia Fonseca para influenciar consumidores. Essa estratégia teria estimulado o jogo com expectativa de retorno financeiro, gerando prejuízos à coletividade. O valor pleiteado corresponde a 20% da estimativa de faturamento anual de R$ 600 milhões da operadora.
Reclamações e alcance das campanhas
As investigações revelaram que as publicações ocorreram no período da Copa do Mundo e impactaram especialmente apostadores que relataram bloqueios de contas. O MPDFT busca responsabilizar os envolvidos para inibir condutas semelhantes no futuro e proteger o público de práticas consideradas abusivas.
Próximos passos do processo
A ação tramita no Distrito Federal e aguarda análise judicial. Enquanto isso, o caso reforça o debate sobre a regulação de influenciadores e plataformas de apostas no Brasil.
