Mais de 36,4 milhões de pessoas circularam pelas fronteiras brasileiras em 2025, o maior número já registrado na série histórica e um aumento de 15,6% em relação a 2024. Os dados, divulgados pelo ObservaDH no Dia Nacional do Imigrante, trazem estatísticas detalhadas sobre migração, refúgio e regularização migratória. O levantamento reforça a necessidade de políticas públicas baseadas em informações atualizadas sobre a mobilidade humana no país.
Recorde histórico nas fronteiras
O Observatório Nacional dos Direitos Humanos (ObservaDH), vinculado ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, apresentou os números que incluem entradas, saídas, pedidos de refúgio e regularizações. O crescimento reflete tanto o retorno de turistas quanto o aumento de pessoas migrantes e refugiadas que buscam o Brasil. Esses dados foram compilados a partir de sistemas oficiais como OBMigra/DataMigra, SisMigra e registros da Polícia Federal.
Metodologia e fontes utilizadas
O estudo combinou informações do programa Aqui é Brasil com dados da Polícia Federal para mapear os fluxos migratórios. A análise permite identificar tendências e subsidiar decisões governamentais sobre acolhimento e integração. Especialistas destacam que o monitoramento contínuo é essencial para adaptar as políticas às novas dinâmicas de migração e refúgio.
Perspectivas para políticas migratórias
Fernanda da Rosa Becker, responsável pela divulgação, ressaltou a importância de tratar a migração como política de Estado permanente. O aumento registrado em 2025 demonstra transformações significativas na mobilidade humana que exigem respostas estruturadas e não apenas emergenciais.
Esse cenário exige informações qualificadas que permitam compreender as transformações da mobilidade humana no país. Mais do que resposta emergencial, a política migratória precisa ser tratada como política permanente de Estado, o que demanda monitoramento contínuo e capacidade de adaptação às diferentes dinâmicas de migração e refúgio.
Fernanda da Rosa Becker
