O Ministério da Justiça e Segurança Pública apresentou nesta terça-feira, 23 de junho de 2026, um pacote de ações nas áreas de saúde, emprego, assistência social e direitos humanos voltado à população em situação de rua. O anúncio ocorreu durante cerimônia em Brasília e prevê investimentos superiores a R$ 130 milhões, com participação de outros ministérios e representantes da sociedade civil.
Parcerias e investimentos anunciados
O pacote inclui formação de profissionais de segurança pública, o lançamento de ações para o Censo Nacional da População em Situação de Rua e acordos de cooperação técnica e financeira entre o Ministério da Justiça e Segurança Pública, o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, o Ministério da Saúde e o Ministério do Trabalho e Emprego. A secretária Ana Luiza Caldas destacou o crescimento das equipes do Consultório na Rua, que passaram de 170 para 333 unidades em todo o país.
Onde tem gente, tem SUS presente. Então, onde tiver população em situação de rua, vai ter o SUS presente, chegando a cada uma e cada um que precisar do cuidado, da assistência, da articulação intersetorial, baseada na ‘rualidade’ e na territorialidade.
Ana Luiza Caldas
Enfrentamento à invisibilidade e à vulnerabilidade
As medidas buscam garantir acesso a direitos, dignidade e inclusão social, reconhecendo as pessoas em situação de rua como cidadãos de direitos. O ministro Guilherme Boulos enfatizou o compromisso com valores de solidariedade e humanidade, enquanto o padre Júlio Lancellotti alertou para a necessidade de respeitar princípios fundamentais da Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Por mais que esse preconceito ecoe nas mentes de parte da sociedade brasileira, nós não vamos desistir dos valores de solidariedade e humanidade e vamos pagar o preço que for necessário para manter esses valores como orientadores da política pública.
Guilherme Boulos
O secretário Fernando Zamban reforçou a importância de ações estruturantes que deixem legado histórico para essa população, e a vice-presidente Joana Basílio cobrou que a política chegue efetivamente à ponta. O conjunto de iniciativas pretende combater a marginalização histórica e ampliar o alcance de cozinhas solidárias e equipes de atendimento.
