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Ministério da Justiça lança cartilhas e manuais para busca de pessoas desaparecidas

© Paulo Pinto/Agencia Brasil
© Paulo Pinto/Agencia Brasil

O Ministério da Justiça e Segurança Pública lançou três publicações destinadas a orientar e capacitar agentes públicos na busca por pessoas desaparecidas. O evento ocorreu em Brasília no dia 11 de junho de 2026, durante o Seminário Interinstitucional da Política Nacional de Pessoas Desaparecidas, e contou com a participação de representantes do Conselho Nacional de Justiça e de organizações da sociedade civil.

Documentos integram política nacional de busca

Os materiais incluem uma cartilha, um guia de orientações e um diagnóstico elaborado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, além de um manual publicado pelo Conselho Nacional de Justiça. As publicações visam servir como referência para a formulação e o aprimoramento de ações voltadas à localização de desaparecidos, promovendo maior integração entre diferentes órgãos. João Alberto Nogueira Júnior destacou a complexidade do tema ao afirmar que nenhum órgão isoladamente possui todas as ferramentas necessárias para enfrentar um fenômeno tão complexo e multifacetado.

Impacto nas famílias e necessidade de respostas

O desaparecimento de uma pessoa representa uma das situações mais angustiantes que uma família pode enfrentar, conforme ressaltado durante o seminário. Elisa Calcaterra, do PNUD, enfatizou a importância de priorizar os grupos mais vulneráveis e oferecer apoio conjunto. Ivanise Espiridião, do Movimento Nacional de Familiares de Pessoas Desaparecidas, completou que cada pessoa desaparecida tem um nome, uma história e uma família que espera, enquanto Natália Dino, do CNJ, defendeu o compromisso para que a espera não seja interminável.

O desaparecimento é uma das experiências mais dolorosas que uma família pode enfrentar. Não há despedida, não há explicação, não há encerramento. Há apenas perguntas que acompanham mães, pais, filhos, irmãos e amigos todos os dias. Cada pessoa desaparecida tem um nome, uma história, uma família que espera. E cada família merece uma resposta.

Ivanise Espiridião

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