Descompasso entre arrecadação e despesas do Estado gera temores de que acordos firmados com municípios não saiam do papel.
O clima de otimismo entre os prefeitos que embarcaram no projeto político do vice-governador Daniel Vilela sofreu um banho de água fria nesta semana. Após a divulgação de dados fiscais pelo jornal O Globo, os bastidores da política goiana foram tomados pela apreensão. Os números mostram que o governo de Goiás viu suas despesas crescerem 6,6%, enquanto a receita subiu tímidos 2%.
Para os gestores municipais, a matemática é clara: o espaço para novos convênios e repasses está encolhendo drasticamente. A avaliação interna é de que Vilela enfrentará o peso de expectativas frustradas, um ativo que costuma cobrar juros altíssimos nas urnas.
