Uma reportagem especial do programa Caminhos da Reportagem, exibida nesta segunda-feira, 8 de junho de 2026, às 23h, na TV Brasil, analisa o poder de consumo da comunidade LGBTQIAPN+ no Brasil, conhecido como pink money. O episódio reúne depoimentos de especialistas e representantes do setor para discutir a história desse mercado, eventos como a Parada de São Paulo e as práticas de pink washing adotadas por algumas empresas. A produção também aborda os desafios enfrentados pela população trans no mercado de trabalho.
Evolução do pink money no brasil
Nos anos 80 e 90, o conceito de pink money estava ligado principalmente a viagens, lazer e entretenimento, muitas vezes de forma estereotipada. Ricardo Sales destaca essa origem ao afirmar que “Nos anos 80 e 90, a gente associava a noção de pink money muito à viagem, lazer, entretenimento e muitas vezes o fazia isso de uma forma até bastante estereotipada.” Silvetty Montilla complementa com sua trajetória: “Quando eu comecei, eu falei: ‘eu não quero ser artista de um lugar só’. […] Quando eu vi que o dinheiro estava entrando, aí eu decidi ficar só na noite.”
Iniciativas e desafios atuais
Empresas como o Grupo Heineken investem em ações de apoio à comunidade, enquanto Nelson Matias Pereira observa que “As empresas aqui no Brasil investem pouco em relação ao que elas investem em outros eventos.” Vetusa Pereira explica iniciativas de apoio a bares LGBT: “A gente apadrinhou esses bares que eram de proprietários LGBT para que a gente fizesse essa jornada, uma trilha de desenvolvimento mesmo, para que esse dinheiro volte e prospere para a comunidade de maneira saudável e segura.” Andréa Brazil e Francisco Borges relatam ainda o uso de símbolos inclusivos em produtos e a exigência de políticas educacionais mais amplas.
Impacto econômico e representatividade
Os dados apresentados mostram avanços no consumo e na visibilidade, mas revelam preconceitos persistentes, especialmente para pessoas trans. A reportagem ressalta a importância de combater o pink washing e de garantir que o dinheiro gerado beneficie de forma segura toda a comunidade LGBTQIAPN+ no país.
