Os ministérios públicos do Rio de Janeiro e do Mato Grosso do Sul deflagraram na terça-feira, 2 de junho de 2026, a Operação Riqueza Sombria. A iniciativa desarticulou uma quadrilha especializada em lavagem de dinheiro para o Comando Vermelho, com movimentação superior a R$ 116 milhões entre 2020 e 2025. Os recursos, originados da venda de entorpecentes, foram processados por meio de depósitos fracionados em contas de laranjas localizadas em áreas dominadas pela facção.
Funcionamento do esquema financeiro
Os investigados adotaram a técnica conhecida como smurfing para evitar detecção. Depósitos em espécie eram realizados em agências próximas ao Complexo do Chapadão e à Comunidade do Tatão, em Anchieta, na zona norte do Rio de Janeiro. Em seguida, os valores eram transferidos para empresas de fachada e redistribuídos a beneficiários em Sete Quedas, no Mato Grosso do Sul, ponto estratégico na rota de drogas e armas.
Regiões e próximos passos da investigação
A operação contou com apoio do Gaeco e concentrou esforços em pontos específicos do Rio de Janeiro e do interior sul-mato-grossense. O objetivo principal foi interromper o fluxo financeiro da facção e impedir a reinserção do capital ilícito no sistema formal. Autoridades informaram que as apurações continuam para identificar todos os envolvidos e garantir o bloqueio de bens.
