A exposição gratuita Humanidades, com 20 fotografias de João Roberto Ripper focadas em direitos humanos, foi inaugurada na segunda-feira, 15 de junho de 2026, na Galeria a Céu Aberto da Fundação Oswaldo Cruz. O evento marcou a abertura oficial do espaço localizado no gramado lateral da Biblioteca de Manguinhos, no campus da Fiocruz, no Rio de Janeiro. A mostra homenageia os 50 anos de carreira do fotógrafo dedicados a populações vulneráveis e cria um local permanente para exibições ao ar livre.
Seleção de imagens reflete afeto e solidariedade
O curador Dante Gastaldoni destacou a relação entre o fotógrafo e os retratados. Ele escolheu obras que transmitem afeto e solidariedade, abrindo espaço para discussões sobre cidadania. A Fiocruz disponibilizará o acervo para organizações de direitos humanos, ampliando o alcance das imagens.
É uma fotografia fruto da relação de afeto entre fotógrafo e fotografados. A gente se apegou ao afeto que transborda da obra do Ripper. É uma ode ao amor, ao afeto, à solidariedade expressa em fotografias
Dante Gastaldoni
Espaço inspira multiplicação de trabalhos fotográficos
Rodrigo Murtinho, coordenador da galeria, ressaltou a escolha de Ripper para a inauguração devido à sua trajetória com direitos humanos. O modelo segue exemplo de Montevidéu e integra o conceito ampliado de saúde da Fiocruz, ligado à cidadania. O fotógrafo João Roberto Ripper afirmou que o local permitirá que outros profissionais utilizem o espaço para multiplicar suas produções.
Abre espaço também para que outros fotógrafos usem esse espaço. É importante criar espaços onde esses trabalhos possam se multiplicar. A Fiocruz vai disponibilizar esse material para as organizações de direitos humanos
João Roberto Ripper
Não tinha ninguém melhor do que o próprio Ripper para inaugurar essa galeria. São mais de 50 anos dedicados aos direitos humanos de forma ampla. Aqui, na Fiocruz a gente trabalha com o conceito ampliado de saúde, que é sinônimo de cidadania e que dialoga direto com os direitos humanos
Rodrigo Murtinho
