Política

Embaixador Brasileiro Condena Bloqueio Naval dos EUA Contra Venezuela na ONU

Edifício do Itamaraty em Brasília com bandeiras do Brasil, Venezuela, EUA e ONU, representando condenação ao bloqueio naval contra Venezuela.

Embaixador Brasileiro Critica Ações dos EUA na ONU

Na reunião do Conselho de Segurança da ONU em 23 de dezembro de 2025, o embaixador brasileiro Sérgio Danese condenou a ação militar e o bloqueio naval impostos pelos Estados Unidos contra a Venezuela. Ele classificou essas medidas como violações à Carta da ONU e exigiu seu fim imediato. A declaração reflete a posição do governo brasileiro sob o presidente Lula, que busca preservar a paz regional e promover o diálogo.

Detalhes da Declaração e Contexto das Ações

Durante a sessão, Danese enfatizou a necessidade de respeitar o direito internacional para manter boas relações entre vizinhos. Ele convidou os EUA e a Venezuela para negociações sem coerção, destacando os riscos de um conflito com repercussões globais. As ações dos EUA, ordenadas pelo presidente Donald Trump, incluem a perseguição de navios próximos à Venezuela pela Guarda Costeira em 21 de dezembro de 2025, visando sancionar o presidente Nicolás Maduro e limitar seus recursos petroleiros.

Somos e queremos seguir sendo uma região de paz, respeitando o direito internacional e com boas relações entre vizinhos. A força militar reunida e mantida pelos Estados Unidos nas proximidades da Venezuela e o bloqueio naval recentemente anunciado constituem violação da carta das Nações Unidas. Portanto, devem ser cessados de imediato e incondicionalmente, em favor do uso de instrumentos políticos e jurídicos amplamente disponíveis.

— Sérgio Danese, embaixador do Brasil na ONU

Implicações para a Paz Regional e Diálogo Internacional

A crítica brasileira surge em meio a tensões crescentes, com os EUA buscando forçar Maduro a deixar o poder por meio de sanções econômicas e militares. O governo Lula, por sua vez, prioriza soluções pacíficas, alinhando-se a princípios da ONU para evitar escaladas. Especialistas alertam que o bloqueio naval pode intensificar instabilidades na América Latina, afetando o comércio global de petróleo.

Chamado para Cessação e Negociações

Danese defendeu o uso de ferramentas políticas e jurídicas disponíveis, rejeitando abordagens coercitivas. Essa postura reforça o compromisso do Brasil com a diplomacia multilateral. Enquanto Trump mantém a pressão sobre Maduro, a comunidade internacional observa de perto, com potencial para novas reuniões no Conselho de Segurança da ONU visando uma resolução pacífica.

Notícias relacionadas

EducaçãoGoiásPolítica

Marconi Perillo exalta marca de 220 mil beneficiados pela Bolsa Universitária e relembra trajetória

Em recente entrevista a uma emissora de TV em Goiás, o pré-candidato...

© Paulo Pinto/Agência Brasil
BrasilCulturaPolítica

Marcha do Orgulho Trans de São Paulo é cancelada em 2026

A Marcha do Orgulho Trans de São Paulo não acontecerá em 2026....

Caso de PolíciaGoiásPolítica

Governo Daniel Vilela usa polícia e máquinas contra viúva de 78 anos em Catalão

Uma operação que combinou máquinas pesadas e policiais armados cercou uma propriedade...

1 de 1 O presidente Lula (centro) sanciona a criação da Universidade Federal Indígena. Também estão na foto: Eloy Terena (ministro do Povos Indígenas) e Sonia Guajajara (ex-ministra dos Povos Indígenas) - Foto: Ricardo Stuckert/PR
EducaçãoPolítica

Lula sanciona criação da Universidade Federal dos Povos Indígenas (UFPI)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quinta-feira, 28 de...