A gestão de recursos da saúde em Goiás enfrenta sérios questionamentos. Enquanto o Governo negocia a compra de um mega-hospital privado (Oncoclínicas) por R$ 500 milhões para ser o novo HUGO, os holofotes se voltam para o contrato do CORA, que já ultrapassa a marca de R$ 2,58 bilhões após sucessivos aditivos.
O que agrava a situação é a natureza do contrato do CORA: firmado sem licitação com a Fundação Pio XII. A instituição é comandada por Henrique Prata, conhecido por ser compadre do ex-governador Ronaldo Caiado. A diferença abissal de valores entre as duas unidades levanta suspeitas sobre a lisura do processo e os motivos que levaram uma obra menor a custar mais de R$ 2 bilhões a mais que um hospital de ponta já construído.
