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Governo federal inicia preparativos para o primeiro Censo Nacional da População em Situação de Rua

© Paulo Pinto/Agência Brasil
© Paulo Pinto/Agência Brasil

O governo federal lançou as ações preparatórias para o primeiro Censo Nacional da População em Situação de Rua, que será realizado pelo IBGE entre 3 e 7 de julho de 2028, com os primeiros resultados previstos para dezembro do mesmo ano. O anúncio ocorreu em 23 de junho de 2026, durante evento oficial no Palácio da Justiça, em Brasília, com a participação de representantes de vários ministérios e entidades da sociedade civil.

Etapa inicial em cinco capitais

As ações iniciais contemplam o mapeamento em Belo Horizonte, Goiânia, Florianópolis, Manaus e Salvador, com o objetivo de garantir direitos, acesso a serviços públicos e proteção social. O censo visa incluir essa parcela da população nos índices oficiais e subsidiar políticas públicas mais eficazes, superando a invisibilidade estatística atual.

Importância para políticas públicas

Durante o evento, autoridades destacaram a relevância dos dados para formular intervenções precisas. Márcio Pochmann afirmou: “A partir de agora, nós teremos a informação que inclui os brasileiros que não têm um domicílio fixo.” Ele também ressaltou: “O IBGE, contando com toda a sabedoria técnica e o apoio que vem tendo, terá condições de estabelecer uma referência metodológica que até hoje nós não temos. Será um marco necessário, que esperamos, através desse censo, revelar uma realidade talvez não tão bem conhecida no Brasil.”

Visão de representantes e ativistas

Guilherme Boulos completou: “O censo nos dá os dados seguros para que a gente possa ter uma política pública que chegue em quem ela precisa chegar. […] O censo do IBGE [da População em Situação de Rua] nos dando dados exatos, precisos, vai permitir, de uma vez por todas, tirar a população de rua da invisibilidade estatística.” Janine Mello observou que o crescimento da população de rua é fenômeno global e que o Brasil pode contribuir com metodologia aprimorada. Padre Júlio Lancellotti criticou censos municipais anteriores por subnotificação, enquanto Anderson Miranda enfatizou a necessidade de incluir a população de rua nos dados com orçamento adequado.

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