A rede de varejo Casas Bahia avalia uma renegociação de suas dívidas com credores, que pode incluir pedido de recuperação judicial ou extrajudicial, após registrar prejuízo de R$ 10,1 bilhões no segundo trimestre de 2026. O anúncio ocorreu em 16 de agosto de 2026 e refere-se ao trimestre encerrado em junho, período marcado por fechamento de 298 lojas, demissões e baixa contábil. A auditoria externa EY abstve-se de opinar sobre a continuidade operacional da empresa.
Prejuízo recorde impulsiona reestruturação
A companhia acumula oito trimestres consecutivos de resultados negativos, agravados por juros elevados da Selic em 14% ao ano e endividamento das famílias brasileiras. Entre as medidas avaliadas estão ações de reorganização formal dos passivos, conforme comunicado oficial.
Dentre as medidas avaliadas pela companhia e passíveis de potencial implementação estão medidas de reorganização formal de seus passivos e obrigações, incluindo possível nova recuperação extrajudicial ou recuperação judicial
Casas Bahia
Fatores macroeconômicos afetam o varejo
Especialistas atribuem a situação atual ao longo ciclo de juros reais altos, que penalizou empresas de baixa margem após a expansão financiada por crédito barato durante a pandemia. A concorrência intensa e a inadimplência elevada completam o cenário desafiador para o setor.
O fator determinante para a Casas Bahia estar na situação em que está hoje é o que tem afetado diversas empresas de varejo no Brasil, que é o longo e persistente ciclo de juros reais muito altos
Alberto Serrentino
