Aparecida de Goiânia deve assumir posição estratégica na Região Metropolitana de Goiânia com a implantação do novo Anel Viário, obra de 44 km orçada em mais de R$ 1,1 bilhão destinada a desviar o tráfego pesado da BR-153. O projeto, conduzido pela Prefeitura municipal sob o comando do prefeito Leandro Vilela, combina a construção do anel com intervenções locais como a trincheira do Parque das Nações, o eixo da Praia do Júlio, a segunda ponte na Avenida Iraturu e novos viadutos. Especialistas afirmam que a iniciativa pode reduzir custos logísticos e atrair investimentos, desde que acompanhada de planejamento integrado e leis de ocupação adequadas.
Conexão logística impulsiona investimentos
Para uma cidade com forte presença industrial e logística como Aparecida, melhorar a conexão com os grandes corredores significa reduzir incertezas no transporte. Tempo de deslocamento, previsibilidade das entregas e acesso a fornecedores entram diretamente na formação dos custos das empresas, avalia o economista Marcelo Marques. A nova infraestrutura reorganiza o fluxo de veículos pesados e cria alternativas mais eficientes para o escoamento de mercadorias na região metropolitana.
A construção do Anel não irá criar a conurbação, ela pode, realmente, acelerar um processo que já existe, valorizando ainda mais os terrenos.
Thaissa Finotti
Planejamento urbano exige atenção integrada
Arquitetas e urbanistas alertam que a obra territorial vai além da pavimentação. Se junto com esse tipo de obra vier uma alteração na lei de ocupação e você passar a permitir usos diferenciados ao longo do anel, aí sim você tem uma interferência grande, observa Maria Ester de Souza. Regina de Faria Brito reforça que não são apenas 44 quilômetros de rodovia asfaltada que serão construídos, mas uma questão territorial envolvida em toda essa intervenção. Sem equipamentos públicos e regras claras de uso do solo, o crescimento pode se limitar a loteamentos e vias, sem suporte adequado à população.
