Motoristas de ônibus e rodoviários do Rio de Janeiro paralisaram as atividades à meia-noite desta segunda-feira, 29 de junho de 2026, iniciando uma greve por tempo indeterminado. A categoria exige reajuste salarial e benefícios adicionais, como vale-alimentação e plano de saúde, diante de um piso defasado há anos. Os consórcios de ônibus, representados pela Rio Ônibus, apelam pelo retorno ao trabalho enquanto uma decisão judicial determina que metade da frota circule nos horários de pico.
Reivindicações dos rodoviários
Os trabalhadores reivindicam piso salarial de R$ 4 mil para motoristas comuns e R$ 5 mil para os que atuam no BRT, além de vale-alimentação de R$ 1 mil. Everaldo João, representante do Sindicato dos Rodoviários do Rio, destaca que o piso salarial atual não acompanha a inflação e as necessidades da categoria. A paralisação afeta diretamente o transporte público na cidade, com cerca de 860 ônibus em operação conforme determinação judicial.
Impactos na frota e operação
Os consórcios relatam que cerca de 40 veículos sofreram vandalismo durante os protestos. A Rio Ônibus confirma a ocorrência e cobra medidas para proteger o patrimônio. Apesar da redução na frota, a Justiça determinou a circulação de 50% dos ônibus nos horários de maior demanda para minimizar transtornos à população.
Próximos passos na negociação
Uma nova audiência de conciliação está marcada para terça-feira, 30 de junho de 2026, entre o sindicato e os consórcios. As partes buscam um acordo que atenda às demandas salariais sem comprometer o serviço de transporte. O desfecho da greve dependerá do resultado dessa reunião.
