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Lula titula 18 territórios quilombolas e beneficia 1.780 famílias

© Lula Marques/Agência Brasil.
© Lula Marques/Agência Brasil.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva titulou 18 territórios quilombolas na quinta-feira, 11 de junho de 2026, durante o Encontro Nacional de Mulheres Quilombolas realizado no Distrito Federal. A medida beneficia 1.780 famílias em 11,6 mil hectares distribuídos por onze estados e representa um passo importante para garantir segurança territorial a comunidades historicamente ameaçadas.

Comunidades de diversos estados recebem títulos

Entre os territórios contemplados estão Santa Luzia, no Marajó (PA), Invernada dos Negros (SC) e Kalunga (GO/TO), além de áreas em Maranhão, Amapá, Bahia, Piauí, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Norte. O Incra entregou decretos de titulação e anunciou portarias e relatórios técnicos de identificação e delimitação no evento que reuniu mais de 600 mulheres quilombolas. A ação busca assegurar acesso a políticas públicas e reparação histórica diante de pressões de grileiros, fazendeiros e mineradoras.

Declarações de lideranças quilombolas

Carlene Printes, liderança da comunidade Santa Luzia, destacou o impacto da decisão.

A gente foi surpreendido positivamente com três decretos de territórios que a gente vem há muitos anos esperando e conseguimos alcançar aqui neste feito histórico

Carlene Printes
Ela também ressaltou a vulnerabilidade anterior:

A gente nunca teve um título no Marajó. Somos ameaçados por arrozeiros, fazendeiros e mineradoras. A titulação é o que minimamente nos dá segurança

Carlene Printes

Hilário Moraes, de outra comunidade contemplada, afirmou que o decreto representa um ato de reparação.

Esse decreto hoje, que o presidente Lula nos entrega, é uma resposta e um ato de reparação. Até agora estou sem acreditar

Hilário Moraes
Adriana Ferreira da Silva completou o sentimento coletivo ao declarar que as políticas públicas ampliam o papel das mulheres quilombolas na sociedade.

Estamos felizes pelas políticas públicas que chegaram até nós. Não somos mulheres apenas para estar dentro de casa. Somos para estar no mundo. O mundo é nosso

Adriana Ferreira da Silva
O processo de titulação continua como prioridade para ampliar a proteção de outras áreas na Amazônia e no restante do país.

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