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Isenção no Imposto de Renda: quem tem direito e como solicitar

© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Contribuintes brasileiros diagnosticados com doenças graves, pessoas com deficiência e cuidadores podem usufruir de isenção no Imposto de Renda, conforme previsto na legislação nacional. A medida abrange aposentados, pensionistas e militares reformados, permitindo que rendimentos como aposentadorias e pensões fiquem livres de tributação quando atendidos os requisitos legais. Especialistas destacam que o benefício exige documentação precisa e pode resultar na recuperação de valores pagos nos últimos cinco anos.

Como solicitar a isenção do imposto

O processo começa com a obtenção de um laudo médico que mencione explicitamente o nome da doença conforme a Lei 7.713/88. Após isso, o contribuinte deve abrir requerimento administrativo na fonte pagadora, que convocará uma junta médica obrigatória para confirmação. Uma vez aprovada, a isenção passa a valer de forma vitalícia, independentemente de mudanças futuras no quadro de saúde. Bruno Henrique explica que a fonte pagadora é informada diretamente após a análise médica.

Doenças contempladas e pontos de atenção

A lei atual prevê isenção para dezesseis condições específicas, entre elas o câncer, classificado como neoplasia maligna. No entanto, a norma é considerada defasada por não incluir outras enfermidades graves que demandam altos custos de tratamento. José Carlos Fernandes da Fonseca ressalta a necessidade de debate no Congresso Nacional para ampliar o rol de beneficiários. Ele alerta ainda que laudos com termos genéricos podem gerar rejeição pela Receita Federal.

Possibilidade de recuperação de valores

Quando a isenção é reconhecida, o contribuinte pode retificar declarações anteriores para solicitar a devolução de impostos retidos indevidamente. Fátima Macedo orienta que essa revisão considera os últimos cinco anos e costuma resultar em restituição. A orientação de especialistas como Thiago Helton e José Carlos Fernandes da Fonseca reforça a importância de seguir rigorosamente os procedimentos administrativos para evitar indeferimentos.

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