Cidades

Idas e vindas na Justiça pode trazer de volta colapso na coleta de lixo em Goiânia

Foram ao menos dois meses para sanar as demandas represadas da limpeza, que incluíam principalmente o problema do lixo acumulado pelas ruas devido à falta de coleta por parte da Comurg – companhia que, em várias ocasiões admitiu que não tinha condições de coletar o lixo em Goiânia e, atualmente, contaria somente com 10 caminhões na frota (o que tornaria inviável o argumento da decisão judicial de que suspensão do contrato não afetará os serviços de coleta de lixo, pois estes já são feitos pela Comurg).

Conforme a Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana (Seinfra), no primeiro mês de atuação, entre os dias 22 de abril e 19 de maio, “o consórcio percorreu mais de 7,3 mil quilômetros, recolhendo 15 mil toneladas de resíduos sólidos urbanos e mais de 5 mil toneladas de entulhos”. Ainda segundo a Seinfra, de acordo com a medição apresentada pela Comurg, a empresa teria recolhido cerca de 28 mil toneladas de lixo doméstico entre os dias 1º e 30 de abril, “considerando que a Comurg passou a recolher o lixo doméstico somente nas regiões Sul e Oeste a partir do dia 23 de abril”.

À reportagem, o consórcio informou que a operação Cidade Limpa, que atendeu a demanda represada em mais de 270 setores da capital, recolheu cerca de 3,5 mil toneladas de lixo, em três dias de ação. “A empresa Limpa Gyn eliminou um dos maiores descartes irregulares da cidade, nas Chácaras Maria Dilce, na Região Norte. Em dois dias de operação, foram retiradas dezenas de toneladas de entulhos de ruas e lotes.”

Atualmente, a empresa detém maioria do maquinário em operação nas ruas: 168 caminhões colhedores de detritos; 45 máquinas remoção de entulhos 27 varredeiras mecanizadas (oito atuando), e 17 veículos de apoio.

Em comunicado encaminhado ao prefeito Rogério Cruz (Solidariedade), a Limpa Gyn destacou que a Comurg “não detém mais condições para retornar ao controle desta atividade [da coleta de lixo], não possuindo sequer caminhões para a execução da operação”, e que a suspensão dos serviços do consórcio acarretaria em “consequências desastrosas para a comunidade e para o meio ambiente, dentre elas: impacto na saúde pública, poluição ambiental, prejuízos à imagem do município, riscos de acidentes e incêndios”.

Deixe um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Notícias relacionadas

Foto: Rodrigo Estrela
CidadesGoiás

Obras de pavimentação começam na Vila Romana, em Aparecida de Goiânia

As obras de pavimentação asfáltica, drenagem, terraplanagem e preparação de base começaram...

Maria Jessyca
CidadesGoiás

Lojas Duilson reforça estoque com mais de 100 modelos de botas para festas juninas em Senador Canedo

A Lojas Duilson, situada na Avenida Dom Emanuel, Quadra 01F, Lote 2,...

CidadesGoiásSaúde

Aparecida de Goiânia vai ganhar duas novas policlínicas com R$ 61 milhões do Novo PAC Saúde

Aparecida de Goiânia vai receber duas novas policlínicas do Sistema Único de...

© Jocivaldo Nascimento.
BrasilCidadesSaúde

Contaminação química em Salvador completa 100 dias e afeta 10,7 mil pessoas

A praia de São Tomé do Paripe, localizada na Baía de Todos...