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Goiânia cria Memorial e Museu do Césio-137 para preservar memória do acidente de 1987

Após a série debates sobre auxílio e memorial foram retomados. Foto: Reprodução - Eduardo Marques
Após a série debates sobre auxílio e memorial foram retomados. Foto: Reprodução - Eduardo Marques

A Prefeitura de Goiânia sancionou a Lei 11.692/2026, que institui o Memorial e Museu do Césio-137 na capital goiana. A medida, publicada no Diário Oficial do Município em 27 de agosto de 2026, busca preservar a memória do acidente radiológico ocorrido em 13 de setembro de 1987, considerado o maior fora de usina nuclear no mundo. O projeto de lei, de autoria do vereador Lucas Kitão, foi aprovado por unanimidade na Câmara Municipal e sancionado pelo prefeito Sandro Mabel.

Memorial homenageia vítimas e profissionais de socorro

O novo espaço tem como objetivo homenagear as vítimas do acidente com césio-137 e os profissionais que atuaram no socorro. A Associação das Vítimas do Césio-137 acompanhou o processo legislativo e destacou a importância de manter viva a memória do episódio. O memorial também pretende conscientizar a população sobre os riscos de materiais radioativos e os efeitos de longo prazo para os sobreviventes.

Espaço inspira-se em modelo internacional

O projeto foi inspirado em iniciativas semelhantes, como o Museu e Memorial do World Trade Center, em Nova York. A proposta visa criar um local permanente que preserve a história e permita reflexões sobre o ocorrido. Representantes da sociedade civil, como Marcelo Santos Neves, enfatizaram que o equipamento servirá para mostrar que muitas pessoas ainda sofrem as consequências do acidente.

Nossa ideia é ter um local em Goiânia, assim como existe em Nova York, nos Estados Unidos, no Museu e Memorial do World Trade Center. O local preserva a história e a memória das vítimas do atentado de 11 de setembro de 2001. É importante termos esse mesmo espaço aqui, na Capital, e preservamos ainda mais o Centro de Ciências Nucleares.

Lucas Kitão

O espaço não servirá apenas para preservar a história, mas para evidenciar que ainda há muitas pessoas sofrendo.

Marcelo Santos Neves

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