A corrida pela presidência da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) ganhou um novo e tenso capítulo nesta sexta-feira (9). Durante uma entrevista ao programa BandNews Goiás Segunda Edição, o deputado estadual Charles Bento (MDB) disparou críticas diretas e afirmou que Lissauer Vieira (PL) não tem a proximidade necessária com o governo de Daniel Vilela para assumir o comando da Casa.
A declaração gerou forte repercussão pelo fato de Charles Bento ser do MDB, mesmo partido do governador. Imediatamente, os bastidores políticos foram tomados por um questionamento: a fala do parlamentar foi uma iniciativa isolada ou um recado direto enviado pelo Palácio das Esmeraldas?
Eleito deputado estadual em outubro após quatro anos sem mandato eletivo, Lissauer Vieira tenta pavimentar seu retorno à presidência da Alego, cargo que já ocupou entre 2019 e 2023. Para isso, ele tem articulado apoios e conta com um forte aliado: o atual presidente da Alego, Bruno Peixoto, eleito deputado federal.
No entanto, as informações de bastidores revelam que essa aliança envolve um acordo polêmico para preservar mais de 2 mil cargos comissionados ligados a Bruno Peixoto na estrutura da Assembleia, mesmo após sua ida para Brasília.
A manobra gerou revolta. Parlamentares contrários à articulação deixaram claro que não vão aceitar a manutenção da estrutura administrativa atual, classificando a situação como um “puxadinho de Bruno Peixoto”. Para eles, o atual presidente deve desocupar a máquina da Alego ao assumir o mandato federal. Com a manifestação de Charles Bento, a disputa ganha um peso extra: enquanto Bruno tenta emplacar Lissauer, o MDB levanta dúvidas sobre o real apoio de Daniel Vilela à candidatura.
