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Desmatamento na Amazônia cai 36% e atinge menor nível da história do Deter em 2026

A área sob alerta de desmatamento na Amazônia caiu 36% entre agosto de 2025 e julho de 2026, atingindo o menor patamar registrado pelo sistema Deter do Inpe, com 2.874 km². Os números foram divulgados na tarde de 7 de agosto de 2026 na sede do instituto em São José dos Campos, em São Paulo, e refletem a retomada de políticas de fiscalização mais atuante no terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sob a coordenação do Ministério do Meio Ambiente e Mudança Climática. No Cerrado, a redução foi de 8%, totalizando 5.119 km², enquanto dados de outros biomas como Mata Atlântica, Pampa e Caatinga também foram apresentados.

Monitoramento por satélite e comparação com sistemas anteriores

O sistema Deter emite alertas em tempo real para orientar a fiscalização, e os resultados deste período mostram queda consistente em relação aos anos anteriores, confirmada também pelo sistema Prodes. Especialistas destacam que o desmatamento na Amazônia se desconectou do crescimento da produção agropecuária, permitindo que o PIB do setor continue avançando sem expansão de áreas desmatadas.

O mais importante nesse dado é a comprovação de que o Brasil aprendeu a reduzir desmatamento. Além disso, o número demonstra o descolamento entre desmatamento na Amazônia e produção agropecuária no Brasil, porque o PIB Produto Interno Bruto do agro continua crescendo com desmatamento caindo. Ou seja, não precisa expandir mais a área desmatada para ganhar mais dinheiro.

Claudio Angelo

Desafios no cerrado e necessidade de ações permanentes

Apesar dos avanços, analistas alertam que a redução precisa se tornar permanente, diante de propostas no Congresso que podem enfraquecer instrumentos como o embargo remoto e unidades de conservação. No Cerrado, a regularização fundiária, o aprimoramento do licenciamento e incentivos econômicos para quem conserva além do exigido por lei são apontados como caminhos para sustentar a queda do desmatamento.

Mas isso precisa ser uma questão permanente, porque agora temos várias brigas no Congresso Nacional para destruir coisas que são importantes para essa agenda, como, por exemplo, a redução na Floresta Nacional do Jamanxim, a redução de outras unidades de conservação, a restrição ao embargo remoto, que são instrumentos importantes.

Ane Alencar

Então, uma das formas para reduzir o desmatamento no cerrado é avançar no entendimento da regularização fundiária. Além disso, melhorar o processo de licenciamento, para que possamos realmente identificar o que é legal e ilegal, e investir em instrumentos econômicos que valorizem quem conserva além daquele mínimo exigido por lei.

Ane Alencar

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