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Adib Elias denuncia assédio eleitoral e demissões por recusas políticas em Catalão

O candidato a deputado estadual Adib Elias, do MDB e ex-prefeito de Catalão, denunciou assédio eleitoral contra servidores comissionados da prefeitura municipal. Segundo ele, desde o início do processo eleitoral de 2026, trabalhadores vêm sendo coagidos a participar de eventos políticos, carregar bandeiras e pedir votos sob ameaça de demissão. Cerca de dez exonerações já foram publicadas no site oficial da prefeitura após recusas a essas atividades.

Denúncia de assédio em Catalão

Adib Elias afirmou que a prática explora a vulnerabilidade econômica de servidores de menor remuneração para obter apoio político. As pressões, de acordo com o candidato, ultrapassam os limites da disputa eleitoral e transformam divergências em perseguição. Ele ressaltou que competência profissional não deve estar ligada a preferências partidárias.

Lamentavelmente, o que está acontecendo em Catalão ultrapassa qualquer limite eleitoral. Estamos assistindo a uma desumanização da política, algo sem precedentes na nossa cidade. Se tem uma coisa que nenhuma disputa eleitoral deveria conseguir tirar de nós é a capacidade de enxergar o outro como ser humano

Adib Elias

Consequências para as famílias

O ex-prefeito destacou que demissões afetam diretamente a subsistência de famílias inteiras. Ele observou que salários modestos sustentam casas, contas e filhos, e que exercer poder sobre quem depende desse rendimento configura crueldade. Adib Elias defendeu que divergências políticas não justifiquem punições a servidores comuns.

Não existe salário pequeno quando é aquele salário que sustenta uma família. Por trás de uma demissão existe uma casa, existem contas para pagar, filhos para criar, comida para colocar na mesa. É muito fácil exercer poder sobre quem precisa daquele salário para sobreviver. Isso não é demonstração de força política. É crueldade

Adib Elias

Adversários fazem parte da democracia. O que não faz parte dela é transformar divergência em perseguição e punir pessoas comuns pelo simples direito de pensar diferente. Um bom funcionário não deixa de ser bom porque escolheu votar em A, B ou C. Competência não tem candidato. Emprego se paga com trabalho, não com voto

Adib Elias

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