Rhuam Phillip lançou o ProjeVerse, software que converte objetos reais em experiências digitais interativas por projeção mapeada, e já registrou mais de 10 mil downloads na Steam. O projeto nasceu na garagem da casa dos pais dele, no bairro Chácaras São Pedro, em Aparecida de Goiânia, Goiás, após o criador perder o emprego no início de julho de 2026. Em menos de um mês, o programa foi publicado na plataforma sem equipe ou financiamento externo, demonstrando o potencial de ferramentas acessíveis para transformar ideias em produtos reais.
O início na garagem
Após a dispensa, Rhuam montou um estúdio improvisado e dedicou-se integralmente à paixão por projeção mapeada e jogos. Ele testou personagens 2D sobre objetos do cotidiano até chegar a uma solução funcional. A relação com a cidade foi essencial, como ele próprio destacou: “Minha relação com a cidade é direta, porque foi aqui também que criei o ProjeVerse”.
A ponte da inteligência artificial
Para superar a falta de formação em programação, Rhuam utilizou ferramentas como Codex e Claude AI. O conceito, as ideias, os testes e o direcionamento do ProjeVerse foram criados por ele. “A inteligência artificial foi uma ponte para tornar realidade aquilo que eu tinha em mente. O conceito, as ideias, os testes e o direcionamento do ProjeVerse foram criados por mim”, afirmou. O resultado permite que o usuário sinta “a ilusão de que aquele personagem 2D saiu do mundo de fantasia dele e veio para o nosso”.
Objetivo de uso diário
Com o lançamento em 30 de julho de 2026, o criador busca tornar a projeção mapeada parte da rotina. “A ideia é fazer as pessoas ligarem o projetor todos os dias como se estivessem ligando um videogame”, explicou. O sucesso inicial reforça que projetos independentes podem alcançar escala global mesmo com recursos limitados e apoio exclusivo da inteligência artificial.
