A União Europeia sancionou as importações brasileiras de produtos de origem animal a partir de 3 de setembro de 2026, gerando prejuízo estimado em US$ 16,8 milhões por mês aos exportadores goianos. A medida atinge carne de aves, bovina, suína, peixes de cultivo, mel, equinos, ovos e envoltórios, que ficaram suspensos até a comprovação documental exigida. O motivo central é a incapacidade do Brasil de atender ao Regulamento Delegado 2023/905 sobre o uso de antimicrobianos em animais para produção de alimentos.
Reação do setor produtivo
Exportadores goianos e a Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) buscam agora soluções rápidas para restabelecer os embarques. A suspensão não envolve questões sanitárias sobre a carne brasileira, mas sim a falta de documentação que comprove o cumprimento das normas europeias. Representantes do setor destacam que o impacto recai diretamente sobre a economia regional, que depende desses mercados para manter o fluxo de receitas.
Próximos passos para a retomada
Autoridades e empresas trabalham para apresentar a documentação exigida pela União Europeia o mais breve possível. A expectativa é que a regularização documental permita a liberação gradual dos produtos afetados. Enquanto isso, os exportadores avaliam alternativas de mercado para minimizar perdas durante o período de suspensão.
Cabe destacar que a suspensão se trata de uma questão de capacidade de comprovação documental, e não de questões sanitárias sobre a carne brasileira.
Saulo Nogueira
