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Projeto de futebol para pessoas trans ganha visibilidade no Dia do Orgulho em Brasília

© Marcelo Camargo/Agência Brasil
© Marcelo Camargo/Agência Brasil

No domingo, 28 de junho de 2026, o projeto Instituto Menines Bons de Bola ganhou visibilidade durante as celebrações do Dia do Orgulho LGBTQIA+ no Centro de Brasília. Idealizado por Loeh da Silva Araújo, o grupo reúne pessoas trans para partidas de futebol em espaços públicos do Distrito Federal, com o objetivo de promover pertencimento e combater a exclusão cotidiana. As atividades ocorrem às quintas e domingos e incluem conversas, apoio à saúde mental e troca de experiências em ambiente livre de violência.

Projeto incentiva união e saúde mental

O futebol serve como ponto de encontro para fortalecer laços entre os participantes. Loeh da Silva Araújo destacou que a iniciativa vai além do esporte. “Mas é muito mais do que futebol. Conversamos, nos unimos, cuidamos da nossa saúde mental, nos conhecemos e não nos sentimos mais solitários”, afirmou. Ceu Otaviano, coordenador do núcleo trans do Estruturação, acrescentou que o projeto auxilia diretamente o bem-estar emocional de muitas pessoas.

Experiências pessoais revelam impacto do grupo

Mayura Kali relatou sua trajetória dentro do time. “Mas quando chego no futebol, tudo fica melhor. Já me destaquei no gol. Agora sou atacante. No futebol, posso ter conversas que não tenho no trabalho”, disse. Lilith Lunar ressaltou o papel dos encontros para enfrentar dificuldades diárias. “Esses encontros que nos proporcionamos nos fortalecem para o dia a dia da vida da gente, que é tão difícil”, completou. Daymon Luiz mencionou a participação de sua filha e a esperança de um futuro mais inclusivo.

Escolha de espaços seguros fortalece comunidade

Loeh da Silva Araújo enfatizou a importância de selecionar locais que favoreçam a construção coletiva. “Precisamos escolher os espaços que frequentamos para que sejam de construção e que a gente possa se blindar das violências”, observou. Ele também ressaltou o caráter de comemoração da data. “Não é só estar vivo. Além de uma época de luta, é tempo comemoração também”, concluiu. O projeto continua a expandir sua atuação no Distrito Federal.

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