O governo de Ronaldo Caiado e Daniel Vilela tenta mudar o foco do debate sobre o Autódromo Internacional de Goiânia falando em “garantias” para o asfalto de péssima qualidade — apelidado de “Sonrisal” — que foi entregue. No entanto, a verdadeira questão permanece oculta: qual foi o custo real da obra e do acordo com a MotoGP?
A sociedade goiana espera que o Ministério Público intervenha e abra essa verdadeira caixa-preta. Atualmente, parte expressiva dos contratos, que envolvem pagamentos em euros para a empresa da MotoGP, está sob um conveniente sigilo. A desculpa oficial é uma suposta “cláusula de confidencialidade”.
Se o uso de dinheiro público pode ser escondido por uma simples cláusula, abre-se um precedente perigoso para qualquer governo barrar a fiscalização. Em buscas pelos portais da Goinfra e Seinfra, já foram encontrados rastros de quase R$ 400 milhões. Porém, com as despesas internacionais ocultas, especula-se que o rombo total encoste em R$ 1 bilhão. É hora de abrir os números.
