Política

Bolsonaro nega violação de medidas cautelares em aparição no Congresso

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou que ele não descumpriu as medidas cautelares durante sua aparição no Congresso Nacional na última segunda-feira (21/7). O pedido de esclarecimento foi feito pelo ministro do STF, Alexandre de Moraes, após Bolsonaro falar com jornalistas e exibir sua tornozeleira eletrônica. As medidas cautelares, impostas em 18 de julho, proíbem Bolsonaro de usar redes sociais, seja diretamente ou por terceiros. Bolsonaro declarou ser inocente das acusações de tentativa de golpe de Estado. A defesa argumenta que ele suspendeu o uso das redes sociais conforme determinado, mas ressalta que a cautelar não impede a concessão de entrevistas, o que, segundo eles, está em linha com a jurisprudência brasileira.

Em relação à extensão da proibição de uso de redes sociais, ampliada por Moraes, a defesa alega que a nova decisão vai além da proibição inicial. Eles destacam que a primeira decisão não mencionava a transmissão ou veiculação de entrevistas em plataformas de terceiros. A defesa considera que a retransmissão das imagens é um “desdobramento incontrolável das dinâmicas contemporâneas de comunicação digital” e que uma interpretação ampla da medida poderia resultar em um “risco real de cerceamento indevido de liberdade” devido a ações fora do controle de Bolsonaro.

A defesa também mencionou que não foi formalmente notificada sobre a nova decisão e solicitou esclarecimentos sobre o alcance da medida. Bolsonaro está sendo investigado pelo Supremo por supostos crimes contra a soberania nacional e coação durante o processo judicial.

Deixe um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Notícias relacionadas

EducaçãoGoiásPolítica

Marconi Perillo exalta marca de 220 mil beneficiados pela Bolsa Universitária e relembra trajetória

Em recente entrevista a uma emissora de TV em Goiás, o pré-candidato...

© Paulo Pinto/Agência Brasil
BrasilCulturaPolítica

Marcha do Orgulho Trans de São Paulo é cancelada em 2026

A Marcha do Orgulho Trans de São Paulo não acontecerá em 2026....

Caso de PolíciaGoiásPolítica

Governo Daniel Vilela usa polícia e máquinas contra viúva de 78 anos em Catalão

Uma operação que combinou máquinas pesadas e policiais armados cercou uma propriedade...

1 de 1 O presidente Lula (centro) sanciona a criação da Universidade Federal Indígena. Também estão na foto: Eloy Terena (ministro do Povos Indígenas) e Sonia Guajajara (ex-ministra dos Povos Indígenas) - Foto: Ricardo Stuckert/PR
EducaçãoPolítica

Lula sanciona criação da Universidade Federal dos Povos Indígenas (UFPI)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quinta-feira, 28 de...