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Presa por stalking após ameaçar primeira-dama do DF, moradora de rua

Com vários perfis nas redes sociais e somando mais de 30 mil seguidores, uma moradora de rua que fez fama na internet por perseguir e ameaçar pessoas que cruzam seu caminho é investigada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). Conhecida como “a menina do Ministério Etrom” (morte escrito ao contrário), Lusimar Agostinho da Silva foi detida após fazer ameaças à primeira-dama do Distrito Federal, Mayara Noronha.

A ocorrência foi registrada na Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), após a mulher, que perambula pela Área Central de Brasília, gravar um vídeo, em 22 de março, em frente ao Palácio do Buriti. Na filmagem, Lusimar afirma que a primeira-dama precisaria ser castigada com rigor pelo fato de Mayara não ter permitido ser seguida pela moradora de rua no Instagram.

Prisão

Poucos dias após o vídeo ser postado nas redes sociais, investigadores da DRCC começaram a apurar o caso e abordaram a moradora de rua, que estava circulando perto de um parque. Ela foi conduzida à delegacia, ouvida em termo de declaração e liberada depois de assinar termo de comparecimento à Justiça.Play Video

O celular da mulher foi apreendido e levado para perícia. De acordo com fontes ouvidas pela coluna, a investigada responderá por stalking contra a primeira-dama.

Lusimar ficou conhecida justamente por abordar e ameaçar pessoas aleatórias no meio da rua, sempre afirmando que são “saymonistas” e “criminosas”.

A moradora de rua tinha costume de gravar vídeos em vários pontos da Área Central e do Plano Piloto, tecendo ameaças contra pessoas públicas, como atrizes, atores e cantores de sucesso. Figuras políticas, como o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), também já foram alvo de Lusimar, que supostamente apresenta sintomas de esquizofrenia.

Perfis

Com uma série de perfis espalhados por várias plataformas digitais, a moradora de rua costumava — antes de ter o aparelho apreendido — pedir dinheiro via Pix, para compras diversas. Em cada uma das páginas, Lusimar deixava em destaque o número do CPF para que os seguidores fizessem doações.

Na maioria das vezes, a moradora de rua pedia dinheiro para comprar roupas e alimentos. Desde que foi conduzida para a delegacia, no fim de março deste ano, a mulher não postou mais vídeos em nenhum dos perfis.

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